Os bastidores da política em Parauapebas estão mornos, mas há quem diga que está quente, com pressão em pleno vigor. Recentemente, a pré-candidata a prefeita, Francine Lopes, mais conhecida como Francine do Hipersenna, polemizou ao trocar o Partido Social Liberal (PSL) pelo Partido da Social Democrático Brasileiro (PSDB).

A filiação ocorreu em Belém com a presença da alta cúpula do PSDB do Estado, inclusive, a moça recebeu os cumprimentos do deputado estadual e presidente do partido, Nilson Pinto, e Tête Santos, vice-presidente da sigla. Os tucanos miram prevalecer fortes com grande número de prefeitos no Pará, inclusive, na região metropolitana de Belém.

Francine, ao centro, durante o evento de filiação

Mas enquanto Francine era recepcionada com alegria em Belém, uma parte da base dela em Parauapebas, que acompanha e apoia o presidente Jair Bolsonaro, eleito para o cargo quando ainda se dizia membro do PSL, criticou com veemência a atitude dela. “Como é que vamos apoiar ela, me diz aí. Antes ela dizia que dava total apoio ao nosso presidente, agora se filia ao PSDB, o mesmo de Dória, que vive criticando o Bolsonaro. Estou fora, tá de brincadeira”, dizia em áudio uma das pessoas que desistiram de apoiar Francine para as campanhas de 2020.

Apesar de alguns terem reprovado a atitude da empresária, boa parte de sua base permanece firme e forte com ela.

Nos próximos meses, a estrutura política terá momentos decisivos, com a formação do quadro dos reais candidatos a ocupar a cadeira mais acochoada e importante do Morro dos Ventos.

Será que Francine será mesmo a candidata do PSDB, ou será a vice de outro candidato? Vamos ver.

Em relação a Bolsonaro, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele ainda aparece filiado ao PSL, apesar do presidente já ter declarado que está fora do partido, encabeçando a criação do Partido Aliança Pelo Brasil.

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