O sargento PM, Walcir da Silva Corrêa, e os cabos, Mauro Jorge Alves Júnior e Antônio Carlos Leal Alves, foram presos no município de Curuçá, no nordeste paraense, no início da tarde desta terça-feira, (20), por equipes da 4° Companhia, de Marapanim, e da Polícia Civil do Estado, sob a acusação do crime de sequestro relâmpago de duas vítimas, obrigadas a sacarem R$ 30 mil, em agência bancária do município de Marapanim, na mesma região citada. Os três militares agiram junto de mais dois homens, que conseguiram escapar e são procurados pela polícia.

Em nota, a Polícia Militar do Estado informa que o caso está sendo registrado na Delegacia de Polícia Civil de Marapanim, onde será instaurado um procedimento administrativo para apurar a ação criminosa. A Corregedoria-Geral da Polícia Militar e o comandante do 5º Batalhão também companham os procedimentos.

As vítimas foram identificadas como Raimunda Glenilde Espírito Santo Pinto, 38 anos, e o cunhado dela, Maicon Sarmento Martins, 27, ambos moradores da rua Guajarubal, bairro Abacate, em Marapanim. Os dois foram sequestrados no centro do município por cinco homens, que estavam em um veículo Voyage, de cor prata.

 

O CRIME E O CERCO AOS PMS

A polícia chegou aos acusados porque conseguiu rastrear o telefone celular da senhora Raimunda Glenilde, localizando-a na agência Bradesco, de Curuçá, o que levou as equipes de Curuçá, Abade e Vila Maú à citada agência bancária, onde além de Raimunda, encontraram Maicon Martins.

As duas vítimas então contaram tudo aos agentes de segurança e sobre o veículo em que eles estavam. Os policiais decidiram agir em duas frentes. A equipe da Vila Maú ficou com as vítimas e as equipes de Curuçá e Abade saíram em busca dos acusados e encontraram o veículo Voyage prata, placas OSW 3092, com os três PMs acusados.

Na revista dos policiais acusados, foram encontradas três armas de fogo: uma PT 24/7 e duas PTs 940, todas da Polícia Militar do Pará. As vítimas reconheceram os policiais militares e afirmaram que eles chegaram em sua residência acusando-os de tráfico de drogas. Na ocasião, os três fizeram buscas no imóvel e pegaram cerca de R$ 4 mil, e levaram as vítimas até o Bradesco de Curuçá para descontar um cheque de R$ 30 mil, que Raimunda Glenilde havia recebido pela venda de um estabelecimento comercial.

 

Ainda segundo as vítimas, Raimunda foi deixada no Banco e três acusados ficaram em frente da agência, no Voyage prata. Os outros dois acusados levaram Maicon, em um veículo Fiat uno Prata, como garantia de que ela faria o saque. Maicon somente retornou ao banco porque precisou apresentar um documento necessário para descontar o cheque.

Os acusados e as vítimas foram conduzidos até a Delegacia de Marapanim e após à Superintendência da Polícia Civil, em Castanhal, para os procedimentos cabíveis. O veículo Fiat uno com os outros dois acusados não foi localizado até o momento.

 

 

Fonte: ORM

 

 

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