Assim como fez quando viu o marido Eugênio Gadelha, agora deputado estadual eleito pelo MDB — partido que se declarou apoiador de Lula —, embarcar em uma caminhonete com dois vereadores e apoiar Flávio Bolsonaro numa carreata pelas ruas da cidade, Josemira Gadelha agora se cala diante das denúncias de desmandos na pasta do trânsito de Canaã dos Carajás.
O Portal Papo Carajás soube de fontes seguras que o ex-governador do Pará e, senador eleito, Helder Barbalho (MDB), chegou a ler a matéria da denúncia da covardia de Josemira e Picolé de Chuchu, e claro, ficou decepcionado com a atitude das duas “najas”.
Paralelo a essa patifaria, a situação do setor público no município parece caminhar de mal a pior. Desta vez, as denúncias partem de agentes de trânsito que relatam um ambiente de trabalho marcado por supostas perseguições, assédio moral, retaliações políticas e falta de condições adequadas para o desempenho de suas funções. No centro das acusações está o secretário municipal Crisley Morais, cuja condução administrativa passou a ser questionada por servidores da própria pasta.
Segundo os relatos, Crisley teria protagonizado um episódio de confronto com agentes que buscavam esclarecimentos sobre avaliações do estágio probatório. Durante a discussão, o secretário teria adotado uma postura arrogante e truculenta, chegando a expulsar os servidores de sua sala. O episódio teria aumentado a insatisfação entre os profissionais, especialmente daqueles que receberam notas consideradas injustas e que temem possíveis prejuízos à permanência no serviço público.
Enquanto cobra resultados, a gestão é acusada de não oferecer sequer as condições básicas de trabalho. Dos 39 agentes que atuam na fiscalização de trânsito, apenas 15 coletes balísticos teriam sido disponibilizados. Os servidores também denunciam a falta de uniformes, equipamentos de proteção individual, apoio operacional e de um pátio adequado para receber veículos apreendidos.
As reclamações se estendem ao coordenador de fiscalização, identificado como Otávio, que, juntamente com Crisley Morais, é apontado pelos denunciantes como suposto responsável por práticas de perseguição e retaliação contra servidores que não compartilham dos mesmos interesses políticos ou que questionam determinadas ordens administrativas.
Outro ponto delicado envolve relatos sobre possíveis liberações irregulares de veículos e questionamentos quanto à atuação de profissionais designados como “inspetores”. Os agentes alegam que a função não possuiria respaldo legal suficiente e contestam a legitimidade de relatórios produzidos por esses profissionais, especialmente quando utilizados para influenciar avaliações do estágio probatório.
O que chama a atenção é que tudo isso acontece em Canaã dos Carajás, município que movimenta cifras milionárias provenientes da atividade mineral e que, justamente por sua capacidade financeira, deveria oferecer uma estrutura de trabalho compatível com suas responsabilidades administrativas.
E onde está a prefeita Josemira Gadelha diante de tantas reclamações? Até que os esclarecimentos sejam apresentados, permanece a cobrança por uma posição da chefe do Executivo municipal. Afinal, cabe à administração garantir que seus servidores sejam tratados com respeito, tenham condições adequadas de trabalho e sejam avaliados por critérios técnicos, transparentes e imparciais.
O silêncio político diante de denúncias dessa natureza não contribui para recuperar a confiança dos servidores na gestão. Pelo contrário, alimenta questionamentos sobre a capacidade da administração municipal de enfrentar problemas internos e assegurar o funcionamento adequado dos serviços públicos.
A prefeita Josemira Gadelha precisa compreender que administrar uma cidade rica não significa apenas anunciar obras, promover eventos ou apresentar números expressivos de arrecadação. Significa também garantir respeito aos servidores, transparência nas decisões e responsabilidade na condução das secretarias municipais.
Se as denúncias forem confirmadas e nenhuma providência for adotada, Canaã dos Carajás corre o risco de assistir ao agravamento de uma crise administrativa que, segundo os relatos apresentados, já compromete o ambiente de trabalho na Secretaria de Trânsito.
O Portal Papo Carajás ressalta que as acusações ainda precisam ser devidamente apuradas e mantém espaço aberto para manifestações da prefeita Josemira Gadelha, do secretário Crisley Morais, do coordenador Otávio e dos demais envolvidos.

