Entenda como aconteceu a chacina no Tapanã, em Belém

Durou aproximadamente trinta minutos toda ação que culminou na morte de oito pessoas, no episódio que já é chamado de “Chacina do Tapanã”, em Belém, nesta segunda-feira (29). Outras seis pessoas foram baleadas, mas seu estado de saúde é desconhecido.

Cinco pessoas morreram na hora e outras três foram socorridas, mas não resistiram e morreram na Unidade Básica de Saúde do Tapanã.

Os seis sobreviventes foram encaminhados para o Hospital Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, no bairro do Umarizal, e outros hospitais da capital paraense.

A sequência de baleamentos teve início por volta das 17h30. Moradores relataram que quatro homens em duas motocicletas percorreram várias ruas do Tapanã, efetuando os disparos contra jovens que estavam na via pública.

Segundo os relatos, as primeiras vítimas podem ter sido os dois rapazes que estavam conversando próximo da casa de um deles, na Rua das Violetas, próximo à Travessa das Margaridas, em uma área do bairro conhecida como “Capucho”.

Thiago Luiz Moraes dos Santos, 23 anos e Jacob Almeida Braga de 22, eram amigos de infância e vizinhos.

Ambos conversavam quando os criminosos se aproximaram de motocicleta e começaram a atirar.

As vítimas tentaram correr em direção às suas casas, mas acabaram atingidas pelos disparos e morreram no local.

Perto dali, na Rua Maria de Nazaré, próximo à estrada da Piçarreira, o vendedor Moisés Pereira de Moraes, 22, ainda trabalhava em sua banca de frutas quando um carro branco passou pelo local, em baixa velocidade.

Logo em seguida, as duas motocicletas com os quatro suspeitos se aproximaram; o rapaz desconfiou que corria perigo e saiu correndo.

Moisés entrou na fruteira de um colega, a poucos metros dali, mas também foi executado pelos atiradores.

MAIS VÍTIMAS FATAIS

O outro jovem assassinado foi Manoel Edilasio Moraes dos Santos, 25.

Ele estava comprando limão em um pequeno comércio localizado na travessa Haroldo Veloso, esquina com a Rua Almirante Tamandaré, também conhecida como Quinta Rua, quando os criminosos se aproximaram e atiraram várias vezes. O rapaz morreu na hora.

De acordo com amigos, Haroldo trabalhava em um bar próximo e havia saído para comprar limão, para fazer caipirinha no estabelecimento.

A quinta vítima dos criminosos foi Fernando Pantoja da Costa, 18, morto também na Rua Almirante Tamandaré, próximo à Passagem Uberaba. Ele caminhava na rua quando foi executado.

Em todos os casos, os familiares dos jovens disseram que nenhum deles tinha envolvimento com a criminalidade.

TESTEMUNHAS ACREDITAM EM VÍTIMAS ALEATÓRIAS

Moradores do Tapanã que conheciam as vítimas acreditam que os criminosos tenham atirado aleatoriamente.

“Eu conheço dois rapazes que morreram, eles eram trabalhadores, queridos por todos. Ele tinha ouvido falar que outros também tinham sido baleados, então eu acho que os assassinos saíram atirando sem alvo certo”, disse uma mulher, que preferiu não se identificar.

Após os crimes, o Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) foi acionado para fazer os levantamentos iniciais dos quatro locais de crime, com as cinco vítimas fatais.

Em função da quantidade de vítimas foi necessário acionar duas equipes de peritos e duas equipes para remoção dos corpos.

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