Close Menu

    Receba Notícias

    Receba as últimas notícias atualizadas do Portal Papo Carajás

    Estão em alta

    Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo triênio consecutivo, aponta relatório da ONU

    22/07/2026

    Candidatos no Pará poderão gastar até R$ 26,2 milhões em campanhas, define TSE

    21/07/2026

    Megaoperação desarticula garimpos clandestinos de ouro e cobre em Parauapebas e Canaã dos Carajás

    21/07/2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Portal Papo CarajásPortal Papo Carajás
    Instagram WhatsApp YouTube
    • Notícias
    • Região
    • Política
    • Educação
    • Esporte
    • Policial
    Portal Papo CarajásPortal Papo Carajás
    Home»Notícias»Descomissionamento: entenda o processo anunciado pela Vale para acabar com barragens iguais às de Mariana e Brumadinho
    Notícias

    Descomissionamento: entenda o processo anunciado pela Vale para acabar com barragens iguais às de Mariana e Brumadinho

    30/01/2019Sem comentários4 Mins Read
    Share Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou nesta terça-feira (29) que irá fazer o descomissionamento das barragens com o chamado alteamento a montante, método utilizado nas estruturas que se romperam provocando tragédias em Mariana (MG), em novembro de 2015, e em Brumadinho (MG), na semana passada. Na prática, isso quer dizer que a empresa pretende “acabar” com as barragens desse tipo.

    As dez barragens a montante da Vale que ainda não foram eliminadas estão inativas – ou seja, já não recebem mais rejeitos. Agora, com o processo de descomissionamento, a empresa pretende eliminá-las.

    Schvartsman apontou que as possibilidades são esvaziar as barragens ou integrá-las ao meio ambiente: “Descomissionar significa deixa de ser barragens. São esvaziadas ou integradas ao meio ambiente”.

    Em nota, a Vale disse que serão necessários três anos e R$ 5 bilhões para “descaracterizar as estruturas como barragens de rejeitos para reintegrá-las ao meio ambiente”.

    Especialistas ouvidos pelo G1 explicam que existem diferentes possibilidades para o trabalho de descomissionamento, com custos, efeitos e riscos diferentes.

    Uma delas, segundo o Professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Miguel Fernandes Felippe, consiste em retirar os rejeitos das barragens por um processo de dragagem – na prática, os resíduos armazenados são “sugados” para fora da barragem.

    Depois disso, a empresa avalia qual a possibilidade de aproveitar parte do material. O que não for utilizado, então, é separado. A água que puder ser retirada pode ser armazenada em outra barragem ou, se tiver condições, voltar aos rios.

    Já os resíduos sólidos, ainda de acordo com Felippe, podem ser enviados a outra barragem, a um deposito seco ou até mesmo utilizado nas cavas das minas que já foram esgotadas – ou seja, os “buracos” causados pela empresa na exploração de minério seriam preenchidos com os resíduos da própria operação.

    Em seguida, as estruturas da barragem são retiradas do local para que se comece o processo de recuperação do solo e reflorestamento. “Quando se fala em descomissionamento, a gente espera também a recuperação ambiental da área. Tem que reintegrar os elementos daquele ambiente, trazer o rio de volta, reconstituir a vegetação”, diz Felippe.

    Mas o professor ressalva que todo esse processo depende de uma série de fatores, como a composição dos rejeitos e do solo. “Tem uma série de possibilidades técnicas”, aponta.

    Paulo Lanzarotto, professor de engenharia da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), aponta que esse processo é bastante caro. Ele explica que uma alternativa mais barata prevê drenar a parte líquida dos rejeitos, cobrir o restante com terra e iniciar o processo de reflorestamento.

    A vantagem, segundo ele, é a de eliminar os riscos de comprometimento da estrutura com infiltrações.

    “Não tem mais acúmulo de água, porque a vegetação vai absorver”, diz Lanzarotto. Mas ele explica que os riscos de deslizamento pela pressão dos rejeitos continuam existindo. “Minimiza o risco por ter uma camada vegetal por cima, mas ele continua existindo. É muito parecido com o risco de uma superfície natural e inclinada.”

    Os especialistas afirmam que não existe uma possibilidade 100% segura.

    Carlos Barreira Martinez, pesquisador da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em engenharia hidráulica, também diz que o processo de descomissionamento não é simples e tem um custo elevado. Portanto não representa uma solução rápida para reduzir os riscos das barragens construídas pelo método de alteamento a montante.

    “Vamos ter que entrar num processo de descomissionamento dessas barragens e tentar mitigar isso ao longo do tempo.”

    mulo de água, porque a vegetação vai absorver”, diz Lanzarotto. Mas ele explica que os riscos de deslizamento pela pressão dos rejeitos continuam existindo. “Minimiza o risco por ter uma camada vegetal por cima, mas ele continua existindo. É muito parecido com o risco de uma superfície natural e inclinada.”

    Os especialistas afirmam que não existe uma possibilidade 100% segura.

     

     

    Fonte: G1

    Barragens Brumadinho Mariana
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Previous ArticleTúmulo de policial feminina assassinada é violado em possível ritual de magia negra
    Next Article Marília Mendonça revela sofrimento com vício em álcool e cigarro

    Postagens relacionadas

    Notícias

    Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo triênio consecutivo, aponta relatório da ONU

    22/07/2026
    Notícias

    Xinguara: Dono de residencial é preso em flagrante por furto de energia

    21/07/2026
    Notícias

    Thiego Marques conquista ouro no Campeonato das Américas de Judô 

    14/07/2026
    Add A Comment

    Comments are closed.

    Últimos posts

    Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo triênio consecutivo, aponta relatório da ONU

    22/07/2026

    Xinguara: Dono de residencial é preso em flagrante por furto de energia

    21/07/2026

    Thiego Marques conquista ouro no Campeonato das Américas de Judô 

    14/07/2026

    MPF defende convocação de candidato com deficiência em concurso da Caixa no Pará

    13/07/2026
    Error, group does not exist! Check your syntax! (ID: 7)
    Populares

    Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo triênio consecutivo, aponta relatório da ONU

    22/07/2026

    Candidatos no Pará poderão gastar até R$ 26,2 milhões em campanhas, define TSE

    21/07/2026

    Megaoperação desarticula garimpos clandestinos de ouro e cobre em Parauapebas e Canaã dos Carajás

    21/07/2026
    Papo Carajás
    • Sobre Papo Carajás
    • Expediente
    • Publicidade
    • Fale Conosco

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.