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    Home»Região»Após articulação de Helder Barbalho em Brasília, Ministério suspende importação de cacau da Costa do Marfim
    Região

    Após articulação de Helder Barbalho em Brasília, Ministério suspende importação de cacau da Costa do Marfim

    24/02/2026Sem comentários3 Mins Read
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    O governador Helder Barbalho celebrou o Despacho Decisório nº 456, publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (24) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que determina a suspensão da entrada de produtos de cacau e de amêndoa de cacau da Costa do Marfim no Brasil por razões sanitárias, em resposta às preocupações manifestadas por produtores brasileiros sobre possíveis riscos fitossanitários e impactos competitivos no mercado interno.

    A decisão ocorre após uma agenda articulada pelo governador Helder Barbalho em Brasília (DF), quando ele se reuniu com o ministro e demais autoridades para defender a pauta estratégica dos produtores de cacau paraenses e brasileiros.

    “Na manhã de hoje o Ministério da Agricultura publicou portaria de número 456 que suspende a importação de amêndoa da Costa do Marfim. Isso foi uma reivindicação dos produtores rurais. Você deve lembrar que nós estivemos em Brasília com o ministro Fávaro reivindicando a proteção à produção nacional e a partir da fiscalização do Mapa a questão sanitária bloqueou a importação de amêndoa da Costa do Marfim. Isso vai permitir com que os produtos nacionais sejam valorizados, com que a produção de cacau no Brasil possa melhorar o preço e possa fortalecer aqueles que produzem. E o Pará, como líder nacional na produção de cacau, está à frente dessa jornada”, destacou o governador.

    “Parabéns ao ministro Fávaro, ao governo federal pela iniciativa de proteger quem produz. E acima de tudo, parabéns a todos que participaram dessa mobilização em favor do produtor rural. Pra Você que produz cacau no estado do Pará, na Bahia, em todo o Brasil, essa excelente notícia”, comemorou Helder Barbalho.

    A decisão do Ministério atende a demandas das associações de cacaicultores e lideranças estaduais, que vinham alertando sobre riscos sanitários e impactos competitivos decorrentes do ingresso de produtos importados que poderiam agravar a situação das lavouras brasileiras e pressionar os preços internos.

    Durante a agenda em Brasília, realizada no dia 11 de fevereiro, o governador também reforçou a importância de fortalecer a produção nacional e de revisar mecanismos de comércio internacional que possam afetar a competitividade dos produtores brasileiros.

    Além da suspensão imediata das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau da Costa do Marfim, o despacho determina à Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério que adotem os procedimentos para averiguar a triangulação de amêndoas fermentadas e secas de cacau, com possíveis implicações fitossanitárias.

    O despacho também estabelece que a suspensão da importação será mantida até manifestação formal da República da Costa do Marfim sobre a situação, bem como a apresentação de garantias de que os envios originários daquele país não apresentam risco de conter amêndoas de cacau produzidas em países vizinhos, cujo status fitossanitário da cultura é desconhecido e cuja exportação ao Brasil é de origem não autorizada.

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