Na noite desta quarta-feira, 30, Christa Gail Pike, condenada por assassinato, sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, Estados Unidos. Apesar da autorização da Suprema Corte americana, ela permaneceu viva após receber duas doses de pentobarbital.
Após as injeções, era possível ouvir Pike roncando alto. Segundo o advogado da condenada, uma ambulância a socorreu após a tentativa malsucedida. Este é o segundo caso de execução frustrada no Tennessee neste ano, sendo que Pike seria a primeira mulher executada no estado desde 1819, em 207 anos.
Falha “inédita” no procedimento de execução
O pentobarbital é um fármaco que, em doses de 2 a 10 gramas, causa a morte entre 15 a 30 minutos. Contudo, não há informações sobre a dosagem administrada a Pike. O Centro de Informações sobre a Pena de Morte (Death Penalty Information Center), organização sem fins lucrativos dos EUA, classificou o ocorrido como uma “falha inédita”.
O Departamento de Correções do Tennessee disse que, por ora, não poderia fornecer informações sobre o ocorrido. Esta é a segunda vez neste ano que o Tennessee não consegue realizar uma execução. Em maio, o estado havia cancelado a execução por injeção letal de Tony Carruthers, condenado pelo sequestro e assassinato de três pessoas em 1994, após a equipe tentar inserir um acesso venoso sem sucesso.
Como foi a tentativa de execução de Christa Pike
Autoridades teriam administrado duas doses de pentobarbital em Christa. Às 19h46 (21h46 em Brasília), funcionários da prisão fecharam a cortina da sala onde veículos de mídia acompanhavam a execução, reabrindo-a cerca de três minutos depois. Era possível ouvir Pike roncando alto.
A cortina foi fechada novamente às 20h06 (22h06 em Brasília). Christa permaneceu acordada e roncando por mais de 40 minutos após a última dose. Às 20h53 (22h53 em Brasília), foi anunciado que os jornalistas presentes no local deveriam se retirar.
Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, destacou que a experiência de Pike é \”singular e sem precedentes\”. Ela explicou que, embora sete outras pessoas tenham sobrevivido a problemas médicos decorrentes da falha em acessar uma veia para administrar as drogas, nenhuma permaneceu viva após recebê-las.
Entenda o caso
Em 1995, aos 18 anos, Pike e seu namorado, Tadaryl Shipp, então com 17 anos, assassinaram a jovem Colleen Slemmer, de 19 anos, em um acampamento. No ano seguinte, Pike foi condenada à morte, enquanto Shipp recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional.

