A concessionária Aegea assumiu neste ano a rede de água e esgoto de Parauapebas e, junto com a nova gestão, vieram uma série de problemas que têm afetado a chamada Capital do Minério.
As constantes faltas de água continuam sendo alvo de reclamações da população. Além disso, a recente desistência da empresa em assumir o esgotamento das fossas sépticas gerou ainda mais insatisfação entre os moradores. Na prática, o serviço foi prejudicado, ampliando o debate sobre a qualidade e a continuidade do atendimento prestado à cidade.
Em alguns bairros de Parauapebas, a falta de água tem sido ainda mais corriqueira. Moradores dos bairros da Paz, Rio Verde, Minérios, do grande Complexo VS-10 e até mesmo do bairro Primavera relatam interrupções frequentes no abastecimento. Em algumas ocasiões, quando o sistema voltou ao normal, a sujeira e o mau cheiro da água ficaram mais evidentes, aumentando a preocupação da população quanto à qualidade do serviço oferecido.
Outro ponto que chama atenção é que o município de Parauapebas já teria desistido de recorrer à Justiça para reaver a estrutura do antigo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep), erguida com recursos públicos. A decisão levanta questionamentos sobre o futuro da infraestrutura e sobre os impactos dessa mudança para a população.
O fato é que Parauapebas enfrenta prejuízos com a situação. Para muitos moradores, a empresa ainda não conseguiu compreender a raiz dos problemas estruturais do município — como quem entra em campo sem conhecer o jogo. No fim das contas, quem paga a conta é a população, especialmente os parauapebenses que dependem diariamente de um serviço essencial e de qualidade.
