A insatisfação dos servidores públicos municipais com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pará (SINSEPPAR) vem crescendo ao longo dos últimos meses. Desde que a nova diretoria tomou posse em abril de 2023, sob a promessa de renovação, transparência e assembleias mensais, o sindicato tem enfrentado uma drástica redução no número de filiados, que caiu de cerca de 2.500 para menos de 1.000.

Fontes ligadas ao sindicato apontam que a principal razão para a debandada de filiados é a postura do atual presidente, Carlos Alessander, conhecido como “Carlão do Sindicato”. Ele é acusado de desmobilizar esforços para reajustes salariais e outras demandas importantes para os servidores. Em uma publicação, Carlão chegou a pedir que os servidores não comparecessem ao gabinete do prefeito para cobrar a mesa de negociação salarial. No entanto, os servidores, com apoio de outros sindicatos e comissões internas, ignoraram o apelo e conseguiram um reajuste de 7%, superior aos 5% que Carlão havia negociado com a prefeitura.

No último domingo (07/07), Carlão utilizou o perfil oficial do SINSEPPAR para atacar os servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Pará (SAAEP). Ele alegou que um servidor do SAAEP teria ignorado uma denúncia de vazamento de água em sua rua por motivos políticos. No entanto, o SAAEP não tem registro da chamada, e o servidor em questão mostrou prints de uma conversa com Carlão, onde ele atendeu imediatamente ao pedido e informou que a equipe técnica estava a caminho. A equipe chegou ao local poucos minutos após Carlão fazer a denúncia nas redes sociais, o que gerou mais críticas por parte do presidente.

Este incidente levou a Comissão de Representantes dos servidores do SAAEP a emitir uma Carta Aberta de Repúdio contra Carlão. Além disso, os servidores do SAAEP já estavam descontentes com o presidente desde que ele sugeriu não homologar todos os cargos dos servidores e “engavetou” um anteprojeto de lei para a estruturação de carreira, que acabou perdendo o prazo de apresentação na câmara. O desfecho só não foi pior graças à articulação da 1ª secretária do SINSEPPAR, que é servidora do SAAEP, resultando na sanção da Lei nº 5.492 pelo prefeito Darci no último dia 04.

Carlão também está tentando afastar a 1ª secretária do SINSEPPAR, embora ela não tenha pedido para sair e possua mandato eletivo, permanecendo assim na diretoria do sindicato.

O Papo Carajás abre espaço para Carlão do Sindicato, caso o mesmo queira se pronunciar. 

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