Nada cresceu tanto durante a gestão de Josemira Gadelha em Canaã dos Carajás quanto a pobreza. O portal Papo Carajás comparou a quantidade de pessoas beneficiárias do programa Bolsa Família com a de empregados com carteira assinada em junho, e o resultado é preocupante.
Há cerca de 30.300 trabalhadores formais na Terra Prometida frente a 28.100 cidadãos que sobrevivem de ganhos do programa do governo federal. O problema é que a quantidade de postos formais cresce a passos lentos enquanto o total de dependentes do Bolsa Família dá salto olímpico.
A situação vem se agravando durante o mandato de Josemira, que leva sua gestão como se fosse um parque de diversões cheio de festa e badalação. Cada vez que ela tenta esconder os gargalos, no entanto, mais e novos graves problemas sociais vêm à tona.
É inegável que o governo de Josemira não está atuando para erradicar a pobreza, do contrário os números não estariam tão evidentes e saltitantes. Para ilustrar, o Papo Carajás analisou os projetos do orçamento deste ano previstos para serem implementados na Terra Prometida e descobriu que Josemira reservou apenas R$ 38 mil para implantar a política municipal de trabalho, emprego e renda. O pior é que Josemira atualizou o valor inicialmente previsto, rebaixando-o para R$ 15 mil.
Para manter o Programa Renda Canaã, uma espécie de Bolsa Família local, a prefeita destinou inicialmente R$ 2,204 milhões, dotação que foi fermentada para R$ 5,794 milhões atualmente.
Desse total, Josemira já distribuiu R$ 2,822 milhões. Mas essa medida assistencialista-eleitoreira está longe de erradicar a pobreza.
Josemira dá milho aos pombos, surfando na onda da atividade mineradora realizada pela empresa Vale, que despeja milhões em royalties e embala outras receitas na Prefeitura de Canaã sem que a prefeita precise mover uma palha. Com tanto dinheiro para gerir à disposição, a festeira prefeita não se interessa em diversificar a economia na prática, para além de promover fuzarcas sem retorno econômico ao município e com zero geração de empregos.
Enquanto isso, os problemas socioeconômicos de Canaã dos Carajás se avolumam para patamares de difícil controle e solução. Quando a era Josemira for concluída, a Terra Prometida poderá alcançar altas taxas de pobreza como herança maldita, uma espécie de sina dos municípios mineradores do Pará, tão ricos financeiramente, mas pobres socialmente, por reflexo de seus péssimos gestores.