A arrecadação dos royalties da mineração em Parauapebas sofreu uma queda significativa nos últimos dois anos. Dados apresentados pelo Painel Fiscal apontam que o município recebeu R$ 39,7 milhões em outubro de 2026, uma redução de 52,7% em comparação com o mesmo mês de 2024, quando os repasses chegaram a aproximadamente R$ 84 milhões.
A diferença representa uma perda de cerca de R$ 44 milhões na comparação entre os dois meses e evidencia o impacto da diminuição de uma das principais fontes de receita do município.
O cenário também é desfavorável quando os números são comparados com outubro de 2025. Naquele período, Parauapebas recebeu aproximadamente R$ 66 milhões em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Em 2026, o valor ficou 39,9% abaixo do registrado no ano anterior.
Queda na arrecadação preocupa e exige atenção da gestão municipal
A redução dos royalties não é um fenômeno restrito ao mês de outubro. Conforme os dados apresentados, entre janeiro e setembro de 2026, a arrecadação da CFEM acumulou uma queda de 31,7% em relação ao mesmo período de 2024.
Os números reforçam a preocupação com a dependência econômica de Parauapebas em relação à atividade mineral, especialmente diante da importância desses recursos para o planejamento de investimentos e a manutenção do equilíbrio das contas públicas.
Com a diminuição das receitas, a administração municipal passa a enfrentar um cenário que exige maior rigor no controle das despesas, definição de prioridades e responsabilidade na aplicação do dinheiro público.
A redução dos repasses também pode limitar a capacidade de investimento da prefeitura em áreas importantes para a população, como infraestrutura, mobilidade urbana e serviços públicos, dependendo da evolução das demais receitas municipais.
Dependência da mineração volta ao centro do debate
Considerada uma das principais potências minerais do país, Parauapebas convive há décadas com uma economia fortemente influenciada pela exploração de minério.
A queda expressiva da CFEM reacende uma discussão antiga: a necessidade de fortalecer outras atividades econômicas capazes de gerar empregos, movimentar o comércio e ampliar a arrecadação municipal.
O incentivo ao empreendedorismo, à indústria, ao setor de serviços e à diversificação produtiva ganha ainda mais importância diante das oscilações nas receitas provenientes da mineração.
Desafio é manter o equilíbrio financeiro
Diante desse cenário, o município precisa conciliar a redução dos recursos com as demandas crescentes da população.
Os números demonstram que o período de receitas elevadas da mineração não pode ser tratado como uma garantia permanente de arrecadação.
A queda superior a 52% na comparação com outubro de 2024 serve como um alerta para o presente e para o futuro de Parauapebas. Mais do que administrar a redução dos royalties, o desafio é construir uma economia menos dependente da mineração e assegurar que o município tenha condições de manter seus compromissos e investimentos mesmo em períodos de menor arrecadação.

