A Polícia Civil desarticulou um esquema criminoso que atuava dentro da Vale e descobriu que duas organizações distintas praticavam furtos de materiais da mineradora no Espírito Santo. As investigações apontam que empregados da empresa e trabalhadores terceirizados participavam das ações, que causaram um prejuízo estimado em R$ 1,5 milhão.
Inicialmente, os investigadores apuravam a atuação de um grupo suspeito de desviar bobinas de cobre. No decorrer das diligências, entretanto, foi identificada uma segunda organização criminosa, responsável pelo furto de baterias estacionárias. Os dois esquemas funcionavam de forma independente, mas operavam simultaneamente.
Esquema na Vale usava documentos falsificados para retirar cargas
Segundo a investigação, o primeiro grupo utilizava documentos adulterados, como notas fiscais e mensagens eletrônicas falsas, para dar aparência de legalidade ao transporte das bobinas de cobre. Com isso, os caminhões deixavam as dependências da mineradora sem levantar suspeitas, passando pela portaria como se realizassem uma operação autorizada.
As apurações indicam que cada participante da organização chegava a receber cerca de R$ 20 mil por carga desviada. O impacto financeiro provocado por esse esquema é estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Segunda organização desviava baterias desde 2022
Enquanto aprofundava as investigações, a Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) descobriu outro grupo criminoso que atuava dentro da empresa desde 2022. Dessa vez, o alvo eram baterias estacionárias, que, conforme a polícia, eram retiradas da mineradora e posteriormente revendidas em um estabelecimento comercial localizado no município da Serra, na Região Metropolitana de Vitória.
Ao final da operação, sete pessoas foram presas. Além disso, 13 envolvidos foram indiciados por participação nos crimes, incluindo suspeitos de executar os furtos e pessoas apontadas como responsáveis por receber e comercializar os materiais desviados.
As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes do esquema, especialmente os compradores do cobre furtado, que ainda não foram localizados pelas autoridades.
