No final do mês, os trabalhadores estarão recebendo da Vale o pagamento pelo seu direito à Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Mais uma vez, os trabalhadores são beneficiados pelas mudanças que as negociações sindicais promoveram no modelo, que evoluiu de PR (que se baseava exclusivamente nos resultados operacionais) para PLR (que passou a incluir o lucro). Além disso, em inúmeras ocasiões de negociações de acordos coletivos, o sindicato impediu que a empresa mudasse o modelo de cálculo, apesar das várias tentativas da Vale de elevar o “gatilho”, por considerá-lo muito “frouxo” e, segundo ela, garantir o pagamento do direito com facilidade excessiva.

Segundo Raimundo Macarrão, diretor do Metabase Carajás, no setor extrativista — que engloba a extração mineral, vegetal, entre outras atividades — apenas 1% das empresas pagam PLR. No entanto, mais de R$ 400 milhões são injetados diretamente no comércio das cidades do sudeste paraense.
“É dinheiro circulando nas lojas, com o trabalhador comprando material de construção, adquirindo veículos e investindo na educação dos filhos. É a força da classe trabalhadora movimentando a economia e combatendo a desigualdade social, por meio da luta do Metabase Carajás para garantir mais direitos e melhores condições para a categoria.”

Vários fatores promovem valores importantes de PLR para o pagamento aos trabalhadores. Além dos recordes de produção — que podem, eventualmente, ser menores conforme as condições climáticas, ocorrências imprevistas ou queda na economia dos principais importadores, sobretudo a China —, os resultados financeiros “seguram a onda” com a valorização do produto nos mercados internacionais. O equilíbrio entre produção e resultados financeiros, incluindo a minimização de custos, vem garantindo valores extraordinários de PLR aos trabalhadores.
Em negociação com o Sindicato, os custos altíssimos da reparação pelas tragédias de Mariana e Brumadinho também não impactam a PLR, pois se conseguiu com que a Vale considere a nenhuma responsabilidade dos trabalhadores.
No modelo costurado entre a Vale e os trabalhadores em acordos, o gatilho foi atingido, garantindo o target de 4,67 salários-base. Com os resultados extraordinários no Salobo e no S11D, houve, em muitos casos, o recebimento de PLR próximo ao teto de 7 salários. Vale lembrar que, em toda a empresa, conforme o resultado no painel de metas, temos valores de 4,8, de 5,2 salários e outras variações.
A Vale superou a meta global de 335 Mt, atingindo 336 Mt, e o Sistema Norte (onde o S11D é o principal ativo) teve papel fundamental nisso. O minério do S11D atrai melhores preços, colaborando para aumentar o EBITDA, que é o principal gatilho (funding) para a PLR. Devemos ressaltar o resultado altamente positivo na Salobo Metais, com a produção de cobre subindo 9,8%, enquanto no ferro o aumento foi de 2,6%. O Salobo atingiu recordes históricos de produção de cobre em 2025, e o S11D continua sendo a “joia da coroa” da Vale em termos de baixo custo e alta qualidade.
No primeiro semestre de 2025, o METABASE CARAJÁS realizou uma forte mobilização para cobrar a definição do modelo nos Metais Básicos, compromisso assumido no acordo coletivo de 2024. Com muita pressão, o sindicato conseguiu que fosse mantido o mesmo modelo de toda a empresa, e o resultado está sendo comemorado hoje pelos trabalhadores.
