Close Menu

    Receba Notícias

    Receba as últimas notícias atualizadas do Portal Papo Carajás

    Estão em alta

    Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo triênio consecutivo, aponta relatório da ONU

    22/07/2026

    Candidatos no Pará poderão gastar até R$ 26,2 milhões em campanhas, define TSE

    21/07/2026

    Megaoperação desarticula garimpos clandestinos de ouro e cobre em Parauapebas e Canaã dos Carajás

    21/07/2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Portal Papo CarajásPortal Papo Carajás
    Instagram WhatsApp YouTube
    • Notícias
    • Região
    • Política
    • Educação
    • Esporte
    • Policial
    Portal Papo CarajásPortal Papo Carajás
    Home»Uncategorized»MPs e Defensorias cobram divulgação mais transparente da gravidade da pandemia no Pará
    Uncategorized

    MPs e Defensorias cobram divulgação mais transparente da gravidade da pandemia no Pará

    15/06/2020Sem comentários6 Mins Read
    Share Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Cinco instituições do sistema de Justiça enviaram, na sexta-feira (12), recomendação conjunta à Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) cobrando melhorias na divulgação de casos e mortes provocados pelo novo coronavírus, para facilitar que a população entenda a gravidade do
    estado atual da pandemia.

    Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Pará, Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União e Defensoria Pública do Estado recomendam que os dados sejam divulgados de forma abrangente, consolidada e objetiva, e não apenas de forma fragmentada.

    Na recomendação, os membros dos MPs e das Defensorias apontam que desde o final de maio os boletins epidemiológicos deixaram de informar o total de novos casos e mortes confirmados na data da publicação de cada boletim, e não foram mais publicados boletins com a soma de todos os dados divulgados no dia.

    Em vez disso, nos boletins o governo vem separando os dados de acordo com a data e horário das ocorrências, e não divulga a somatória diária. São publicados boletins apenas com casos e mortes “nas últimas horas”, e casos e óbitos “acontecidos em dias anteriores”.

    A recomendação destaca decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra a manutenção, pelo Ministério da Saúde, de metodologia semelhante à adotada pela Sespa. No último dia 8, Moraes determinou que o Ministério da Saúde restabelecesse a
    divulgação integral dos dados epidemiológicos.

    “A Constituição da República Federativa do Brasil, de 5 de outubro de 1988, consagrou expressamente o princípio da publicidade como um dos vetores imprescindíveis à Administração Pública, conferindo-lhe absoluta prioridade na gestão administrativa e garantindo pleno acesso às informações a toda a Sociedade”, destacou o ministro do STF na decisão.

    Divulgação confusa – Para os MPs e Defensorias, a nova metodologia utilizada pela Sespa é confusa, não tem a menor confiabilidade e apenas se presta a aparentar uma situação menos grave do que realmente é, tendo em vista a falta de testes e a demora na divulgação dos resultados.

    Se a população ficar com a impressão que a transmissão da covid-19 está sob controle, esse entendimento equivocado pode estimular o relaxamento das medidas de distanciamento social, alertam procuradores da República, procuradores do Trabalho, promotores de Justiça, e defensores públicos federais e estaduais.

    As instituições autoras da recomendação cobraram que voltem a ser divulgados os dados totais de ocorrências confirmadas na data da publicação, e que também seja retomada a divulgação de boletins com a consolidação dos dados publicados no dia.

     

    Assim que receber o documento, a Sespa terá 48 horas para apresentar oficialmente uma resposta. Se a recomendação não for respondida no prazo estabelecido, os MPs e Defensorias podem adotar medidas judiciais.

    Desinformação – Ainda na sexta-feira o governo chegou a divulgar que a recomendação havia sido atendida (https://bit.ly/3d3nbTr), mas os membros dos MPs e Defensorias negam, porque as principais cobranças não foram acatadas, como a previsão de divulgação diária do total de novos
    casos e mortes confirmados na data da publicação de cada boletim e a abstenção de referenciar os casos, para publicação, de acordo com a data do início dos sintomas.

    Diferentemente do recomendado, o governo decidiu seguir divulgando os dados exclusivamente com uma separação prévia por data da ocorrência. A única mudança é que antes o governo agrupava como “anteriores” os casos e mortes ocorridos antes das últimas 24 horas, e agora serão
    agrupados como “anteriores” os casos ocorridos antes dos últimos sete dias, explicam os representantes das instituições autoras da recomendação.

    Para os MPs e Defensorias, o método de divulgação permanece, portanto, confuso e não atende a recomendação, que objetiva tornar mais clara e objetiva a informação ao público. Para os autores da recomendação, a divisão por “última semana” traz ainda outros problemas, como o fato de
    a divulgação levar em conta apenas os novos casos de cada boletim, sem divulgação do total daquela semana. Segundo as instituições que expediram a recomendação, essa é uma fragmentação indevida que, ao invés de esclarecer, traz mais dúvidas à população.

    A recomendação não define que deve ser emitido apenas um boletim epidemiológico por dia, como noticiou o governo. Em relação aos boletins parciais, divulgados ao longo do dia, os membros dos MPs e Defensorias não recomendaram que essas publicações sejam extintas. O que foi recomendado é que os dados sejam cumulativos, ou seja, que os novos
    dados apresentados em cada boletim estejam somados aos dados já divulgados naquele dia, evitando que a fragmentação da divulgação dos dados cause uma compreensão equivocada da realidade.

    Assim, adoção dessa forma de divulgação, com dados cumulativos, não exclui a necessidade da publicação de boletim com os dados diários consolidados, frisa a recomendação.

    Demais cobranças – MPs e Defensorias também recomendaram que qualquer forma de divisão temporal dos casos confirmados seja esclarecida à população, e que se adote como referência o dia do efetivo diagnóstico, com a especificação do tipo de diagnóstico (clínico ou laboratorial).

    Na recomendação, os signatários do documento indicam que a data do início dos sintomas não deve ser considerada como referência para a confirmação dos casos, porque essa forma de contabilização levaria quase todas as notificações a serem divulgadas como “casos anteriores”, já que na maioria dos casos os resultados dos exames só são conhecidos dias depois do aparecimento dos sintomas, e as notificações dos casos dependem da publicação dos resultados dos exames.

    Os órgãos signatários da recomendação concluíram, assim, que essa estratégia de vinculação dos casos confirmados à data de início dos sintomas acaba por ocasionar uma permanente “antiguidade” de quase todos os casos divulgados, pois apenas uma ínfima parte é confirmada em seus primeiros dias de sintomas, dando a invariável impressão de redução dos
    casos nos últimos dias – mesmo que haja crescimento da taxa de contágio.

    Em exemplo citado na recomendação, constatou-se que um paciente cuja confirmação da infecção pela covid-19 ocorreu no dia 9 de junho, apesar de cadastrado nesse mesmo dia pela prefeitura, é contabilizado como um caso “subnotificado” de 11 dias atrás, pois o início dos sintomas se deu no dia 29 de maio. Assim, o caso é divulgado como se fosse antigo, apesar de se tratar de um caso recentíssimo, confirmado no próprio dia divulgação, de um paciente com o vírus ativo (capaz de transmissão) e, inclusive, hospitalizado também no próprio dia da confirmação (9 de junho).

    Os membros dos MPs e Defensorias incluíram nas recomendações a necessidade de que a divulgação dos casos e óbitos também seja feita de forma regionalizada, conforme as áreas de abrangência das regionais da Sespa, e a importância da elaboração de levantamento dos municípios que não mantém o repasse de informações diárias, para identificação e
    resolução conjunta das dificuldades existentes.

    Por fim, foi recomendada a adoção de medidas para divulgação de informações à população em geral, de forma clara e acessível, sobre os números reais de casos de covid-19 notificados, subnotificados e suspeitos.

    Saiba mais – Recomendações são documentos emitidos a órgãos públicos para que cumpram determinados dispositivos constitucionais ou legais. São expedidas para orientar sobre a necessidade de observar as normas e visam a adoção de medidas práticas para sanar questões pelo órgão competente.

    Covid-19 Pará Transparência
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Previous ArticleAuxílio Emergencial: Caixa divulga calendário de pagamento e saques para novos aprovados
    Next Article Confira as vagas de emprego expostas no Sine Parauapebas nesta segunda-feira (15)

    Postagens relacionadas

    Uncategorized

    Elemento arranca parte da orelha de companheira com mordida

    13/07/2026
    Uncategorized

    Número de mortos na Venezuela passa de 580 após terremotos

    26/06/2026
    Destaque

    Pesquisa Doxa/TVC aponta virada de Hana sobre Daniel em disputa pelo governo

    15/05/2026
    Add A Comment

    Comments are closed.

    Últimos posts

    Elemento arranca parte da orelha de companheira com mordida

    13/07/2026

    Número de mortos na Venezuela passa de 580 após terremotos

    26/06/2026

    Pesquisa Doxa/TVC aponta virada de Hana sobre Daniel em disputa pelo governo

    15/05/2026

    Suspeito desovou cadáver de Jô no Rio Parauapebas

    21/04/2026
    Error, group does not exist! Check your syntax! (ID: 7)
    Populares

    Brasil permanece fora do Mapa da Fome pelo segundo triênio consecutivo, aponta relatório da ONU

    22/07/2026

    Candidatos no Pará poderão gastar até R$ 26,2 milhões em campanhas, define TSE

    21/07/2026

    Megaoperação desarticula garimpos clandestinos de ouro e cobre em Parauapebas e Canaã dos Carajás

    21/07/2026
    Papo Carajás
    • Sobre Papo Carajás
    • Expediente
    • Publicidade
    • Fale Conosco

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.