A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou na sexta-feira (8) que Franciane Moizes Pedro, de 27 anos, vítima de feminicídio, era forçada pelo companheiro a comer fezes e assistir vídeos dele, que é soropositivo, fazendo sexo com outras mulheres. Gutemberg Xavier Alves, de 42 anos, é considerado foragido pela Justiça pelo assassinato da mulher.

Franciane, que havia sido dada como desaparecida, foi morta e enterrada no quintal da casa por Gutemberg. Após acender a suspeita da polícia da participação do homem no desaparecimento, Gutemberg desenterrou a vítima, cortou em pedaços e usou um homem com transtorno mental para sumir com as partes do corpo da vítima.

Em outubro, a ossada da mulher foi encontrada em uma área de mata, em Minas Gerais, no município que faz divisa com Miracema, onde ocorreu o crime. Imagens de câmeras de segurança mostram Gutemberg deixando a casa acompanhado de um homem, que carrega uma sacola azul, onde estariam partes do corpo da vítima.Segundo apontam as investigações, o homem foi enganado por Gutemberg, pensando se tratar de um cachorro morto.

O delegado responsável pelas investigações, Gésner Bruno, conta que pelo menos 20 depoimentos já foram colhidos. “Uma confidente da vítima contou que ela era obrigada a assistir aos vídeos de Gutemberg com outras e ele gabava de contaminar as mulheres com o vírus do HIV”, afirma o delegado. Os vídeos não foram encontrados pela polícia.

Ele diz, ainda, que o homem mentiu para a vítima no início do relacionamento. “Havia rumores na cidade de que ele era soropositivo. Um parente relatou que a alertou, mas Franciane disse que Gutemberg mostrou um exame para ela com o resultado negativo. No decorrer da relação, no entanto, ela descobriu que o companheiro havia mentido”, relata.

De acordo com o delegado, Franciane disse a amigos que o companheiro a obrigou a fazer uma tatuagem com a frase: “Gutemberg, eu te amo!”.Com a repercussão do caso, uma mulher foi até a delegacia relatar que havia sido estuprada por Gutemberg. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

 

 

 

Fonte: O Dia

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