Transferido para presídio federal, Marcola ficará preso em regime diferenciado pela 9ª vez

 

A transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC), de Presidente Venceslau para o sistema penitenciário federal, realizada na manhã desta quarta-feira (13), representará a nona vez, desde 2002, em que o chefe da maior facção criminosa paulista ficará isolado dos demais detentos.

É a primeira ocasião, no entanto, que ele cumprirá 60 dias de RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) fora do Estado de São Paulo. É o que apontam dados do Boletim Informativo do Sistema Gestão Penitenciária paulista, obtidos com exclusividade pela GloboNews.

Não foi divulgado para qual dos cinco presídios federais do país Marcola foi transferido.

De acordo com o Boletim Informativo, Marcola foi para o RDD pela primeira vez no dia 22 de novembro de 2002, mais de um ano antes de a Lei Federal nº 10.792 instituir o Regime Disciplinar Diferenciado em todo o país, em dezembro de 2003. Isso se deu com base em uma Resolução SAP nº 26, expedida pelo então secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa.

As regras do RDD foram endurecidas ainda mais pela Portaria nº 157, publicada nesta quarta-feira, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Marcola ficou 180 dias em seu primeiro RDD. Nas sete vezes seguintes em que ficou isolado, entre os anos de 2003 e 2018, ele alternou períodos de 60 dias a 360 dias isolados dos outros presos. Em todas as oito ocasiões em que ficou nesse regime, Marcola ficou detido na penitenciária de Presidente Bernardes, no interior paulista, a única do estado equipada para custodiar detentos nessa modalidade de cumprimento de pena.

Preso desde 1986

Nascido no dia 25 de janeiro de 1968 em Osasco, Marcos Willians Herbas Camacho entrou no sistema prisional paulista pela primeira vez aos 18 anos, em outubro de 1986. De lá para cá, além das transferências para o regime mais duro de cumprimento de pena, o Boletim Informativo aponta que ele fugiu cinco vezes da cadeia. Sua última fuga se deu em junho de 1999. Ele foi recapturado 34 dias depois e nunca mais deixou a prisão.

 

 

Marcola está condenado a cumprir uma pena total de 330 anos, 6 meses e 24 dias. O prazo termina no dia 1º de novembro do ano de 2318. Ele já cumpriu mais de 11 mil dias de cadeia, o que corresponde a 9,2% do total.

No Boletim Informativo consta avaliações da conduta do detento nos presídios por onde passou. Marcola tem em sua ficha uma avaliação de conduta “ótima”; 15 vezes “boa”; 3 “regular” e 3 “má”.

Transferência

Os governos federal e de São Paulo transferiram nesta quarta-feira (13) Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e mais 21 integrantes de uma facção criminosa para presídios federais. Os presos estavam na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e em Presidente Bernardes, no interior do estado, e foram levados para presídios federais em Brasília, Mossoró (Rio Grande do Norte) e Porto Velho (Rondônia).

O prazo de permanência nos presídios federais é de 360 dias. Nos primeiros 60, os integrantes da facção ficarão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em cela individual e com limitação a horário de banho de sol e de direito a visitas.

A transferência de integrantes do PCC ocorre após o governo de São Paulo ter descoberto um plano de fuga para os chefes e ameaças de morte ao promotor que combate a facção no interior de São Paulo. A facção atua dentro e fora dos presídios brasileiros e internacionalmente.

 

 

 

Fonte: G1

 

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