Preso degolado em motim tinha passagem por homicídio e histórico de fugas

 

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) divulgou nesta quarta-feira (22) as informações sobre o detento Cleunilson Santana Gama, de 38 anos, que foi morto na tarde da última terça-feira (21), durante um motim na Central de Recuperação de Condenados (CRCO), no bairro de São Brás, em Belém.

De acordo com a Susipe, Cleunilson estava custodiado desde o dia 19 de abril deste ano na unidade. O detento tinha várias passagens pelo sistema penitenciário por homicídio. Além disso, o sistema de informações penitenciários mostra que o interno fugiu quatro vezes durante o cumprimento de pena.

 

Ainda segundo a Susipe, em outubro do ano passado, ele foi beneficiado para saída temporária com monitoramento eletrônico, mas não retornou, sendo considerado como foragido. Antes da última fuga, ele estava cumprindo pena no regime semiaberto e custodiado no Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC).

Os presos que ficam custodiados na CRCO são foragidos recapturados da Colônia Agrícola Penal de Santa Izabel (CPASI), do Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC) e que estavam sob monitoramento eletrônico, que fugiram ou não retornaram no prazo estabelecido pelo benefício da saída temporária. Todos os custodiados cumprem pena em regime aberto, que pode ser alterado para regime fechado após decisão judicial dependendo de cada situação.

 

VISITAS SUSPENSAS

Na manhã desta quarta-feira (22) foi realizada uma revista estrutural nas celas da CRCO, que é um procedimento padrão após episódios como o ocorrido ontem (21). Por conta desses procedimentos, as visitas estão proibidas no local. A suspensão deverá ocorrer até que seja restabelecida a normalidade na casa penal e garantida a segurança para os servidores e internos. Até o final da tarde de hoje a Susipe divulgará dados consolidados e atualizados da operação.

COMBATE À NOTÍCIA FALSA

Para combater notícias falsas que estão sendo veiculadas em relação à criminalidade contra policiais, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) esclarece que as mortes de policiais ocorridas nos últimos dias na capital paraense e Região Metropolitana de Belém (RMB) não têm envolvimento confirmado com o cárcere.

 

Dos 21 casos registrados – 20 policiais militares e um guarda municipal – apenas duas ocorrências apresentam suspeita de serem encomendados de dentro do cárcere e que ainda estão sob investigação. Hoje, comprovadamente, segundo dados da inteligência do sistema penal, as lideranças criminosas não estão alocadas apenas dentro das unidades prisionais, mas sim em locais extra muros espalhados por diversos municípios e bairros paraenses. Em grande parte, essas lideranças são responsáveis pela criminalidade do Estado do Pará. A Susipe, com apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), está trabalhando para combater essa realidade.

A Sisupe atua com rigor no controle da segurança e funcionamento do sistema. Por isso, no último mês, foram regulamentadas duas portarias com base em modelos de eficiência executados em outros estados brasileiros. Além disso, são realizadas vistorias e recontagens dos presos periodicamente; e reformas e ampliação das 48 unidades prisionais distribuídas na Região Metropolitana de Belém (RMB) e municípios do interior. A superintendência trabalha na efetivação dos direitos dos presos e na mesma proporção, exige os deveres para garantir a disciplina. Por fim, a Susipe informa que não irá recuar nas medidas que estão sendo tomadas.

 

 

 

(ORM, com informações da Assessoria de Comunicação da Susipe)

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