O prefeito de Itaituba, Valmir Clímaco de Aguiar (MDB), confirmou à Justiça Federal que é dono da fazenda Borboré, onde foram encontradas armas e quase 600 quilos de cocaína, no último domingo (7). De acordo com o prefeito, o veículo e a aeronave encontrados no local não lhe pertencem.

Em depoimento prestado à Policia Federal, Valmir Clímaco disse que recentemente realizou uma negociação na venda de um garimpo localizado a 60 quilômetros de Jacareacanga, sudoeste do Pará. O interessado deu um avião de entrada e pagaria o resto parcelado. Mas a aeronave negociada não é a que foi a encontrada pela Polícia, uma tipo Baron, em sua fazenda no domingo.

 

O prefeito informou que o processo de venda do garimpo foi todo registrado em cartório, onde consta o avião que foi adquirido no processo – de modelo diferente do que foi apreendido com as drogas, e entregue à Polícia.

“Mas eu tenho a minha consciência tranquila e já mostrei aqui para a Polícia Federal o contrato registrado em cartório, no nome do proprietário mesmo”, concluiu.

De acordo com Polícia Federal, dois homens foram presos e outros três conseguiram fugir durante a ação que apreendeu 580 quilos de cocaína, 200 gramas de skank, dois fuzis AR 15 calibre 556, uma pistola calibre 9 mm, carregadores e munições, mira holográfica e luneta de precisão para uso em fuzil, rádios de comunicação e um telefone. Ainda segundo a PF, a droga é de origem boliviana.

 

Drogas, armas e dinheiro apreendidos em um avião que estava dentro da fazenda do prefeito

Investigações

A PF recebeu informações sobre um esquema de pousos e decolagens diárias de aeronaves de pequeno porte em uma propriedade rural localizada ao sul do município, às proximidades do quilômetro 43 da rodovia Transamazônica, sentido Itaituba-Jacareacanga.

 

Em verificação junto à Força Aérea Brasileira (FAB), foi constatado que não havia registro ou autorização para voos na região e que se tratava de algo ilícito. Então, equipes de policiais foram até o local fazer vigilância e flagraram o pouso da aeronave, bem como o descarregamento de embalagens semelhantes as utilizadas para o transporte de drogas.

Segundo a Polícia Federal, as investigações terão continuidade para identificar os demais envolvidos na prática criminosa, além da origem da droga.

 

 

 

Fonte: G1 Pará

 

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