Na tarde de ontem (28) de fevereiro, o Portal Papo Carajás divulgou uma matéria com o título: “Tremores de terra sentidos no Projeto Salobo não são de explosões”.

Este meio de comunicação pesquisou sobre os acontecimentos e descobriu que não é a primeira vez que isso acontece na região, inclusive, o mesmo fato já ocorreu em um município vizinho.

Tendo como fonte, o G1 Pará, soubemos que no dia 31 de agosto de 2017, moradores do município de Canaã dos Carajás, distante 66 quilômetros de Parauapebas, sentiram um tremor de terra durante a madrugada. O abalo sísmico de magnitude 3,5° na escala Richter foi registrado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

Trabalhadores da Mina do Sossego também sentiram o tremor provocado pela natureza. Apesar, de que, explosões naquela área também eram sentidas com frequência.

 

 

Na manhã de Natal de 2016, 25 de dezembro, o Centro de Sismologia da USP registrou um abalo sísmico 3.8° de magnitude na escala Richter, também em Canaã. Não houve registro de destruição e feridos.

TEMOR DE FUNCIONÁRIOS E PARENTES

Muitos trabalhadores do Projeto Salobo e familiares entraram em contato com o Portal Papo Carajás após a divulgação da matéria de ontem. Eles temem uma tragédia no Projeto Salobo semelhante a de Brumadinho (MG) ocorrida no dia 25 de janeiro, onde centenas de pessoas morreram “engolidas” pela lama de rejeitos de minério.

Apesar da Vale assegurar que a barragem do Salobo não emite qualquer risco de rompimento, os profissionais e familiares afirmam que temem o pior. Todos pediram para não ter a identidade divulgada por receio de perder o emprego.

Os profissionais afirmam que os tremores são frequentes. Em relação as suspeitas de explosões, as ideias se dividem. Uns afirmam que eram explosões, apesar da Vale afirmar que se trata de um abalo sísmico, um evento natural provocado pela movimentação da crosta terrestre, são placas rochosas em movimento que causam o tremor sentido pelos trabalhadores. Já outros, acreditam na informação da Vale, mesmo assim temem o rompimento da barragem.

“Meu marido sempre está lá trabalhando. Depois do que aconteceu em Brumadinho, não tem como a gente ficar em paz”, revelou a esposa de um funcionário via Whatsapp.

 

 

 

 

Da Redação

 

 

 

 

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