Um jovem homossexual, que não teve o nome divulgado, foi agredido dentro do banheiro do Woodstock, espaço cultural em Belém. O agressor, que ainda não foi identificado, fugiu após o crime. O caso gerou revolta e indignação nas redes sociais.

Segundo amigos da vítima, além de não receber nenhum tipo de apoio do estabelecimento, que se manteve omisso e indiferente em relação a agressão, “eles foram expulsos do espaço logo após a agressão”.

Em protesto contra a omissão, um dos denunciantes lembrou a condição de violência que a comunidade LGBTQI+ é exposta diariamente no Brasil.

“Berrei mesmo porque somos nós que morremos todos os dias nesse país intolerante e um local que era pra ser seguro, pois repito é sustentado pelo nosso dinheiro, foi vergonhosamente omisso. Cobrei mesmo. Não pude me calar”, disse um dos denunciantes e frequentador, que inclusive esteve no local no dia da agressão, por questões de segurança preferimos não identificá-lo.

Ainda de acordo com o denunciante, uma das cobranças era para que o estabelecimento tivesse detido o agressor até a chegada da polícia, o que não aconteceu.

“Um caso nítido de LGBTIfobia. Disseram que vão dar acesso às gravações, mas não tem câmera no banheiro. A Casa sabe que podia ter feito mais, o Woodstock foi conivente com a violência e soube agora pouco que não é a primeira vez. Nós temos voz e vamos levantá-la, chega de ficar só olhando enquanto somos sumariamente desrespeitados. E isso é um recado para toda LGBTI que presenciou a cena e, nas palavras do próprio atendente do local “não fizeram nada e deixaram o cara sair”. Ou entendemos o poder do coletivo, do “agir com” e não apenas o “agir para”, ou seguiremos sendo violentados num país governado por milicianos que legitimam comportamentos agressivos contra aqueles que fogem a norma”, lamentou.

RESPOSTA

O espaço Woodstock disse, em nota, que a primeira atitude “foi de imediatamente retirar o agressor do estabelecimento – e não o contrário como estão dizendo por aí – e voltamos nossa atenção à vítima que já se encontrava cercada por amigos e pessoas próximas”.

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