Em poucas horas nesta sexta-feira (20), a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) esta semana acusado de corrupção e obstrução de Justiça, se agravou com o surgimento de novas informações. Em novo depoimento prestado à Polícia Federal na quinta-feira, o empresário Joesley Batista afirmou ter repassado R$ 110 milhões a Aécio Neves durante a campanha eleitoral de 2014. A informação foi publicada pelo jornal O GLOBO.

Segundo a denúncia, Joesley teria confirmado que os repasses milionários ao tucano estariam atrelados à futura atuação de Aécio em favor dos negócios do grupo J&F. O repasse teria sido dividido pelos tucanos com outros partidos que apoiaram Aécio.

Para comprovar os repasses, Joesley ainda entregou aos investigadores uma extensa planilha de “doações” e um calhamaço de notas fiscais e recibos que comprovariam que parte da bolada foi repassada via doações oficias e outra parte, via caixa dois. Aécio sempre negou qualquer irregularidade nas suas relações com o dono do grupo J&F.

Joesley Batista também afirmou, em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), que pagou uma mesada de R$ 50 mil a Aécio entre 2015 e 2017. O dinheiro chegava ao tucano por meio de pagamentos feitos pela JBS à rádio Arco Íris, afiliada da Joven Pan em Belo Horizonte, da qual Aécio foi sócio.

Já o acionista da Andrade Gutierrez Sérgio Andrade confirmou em depoimento à Polícia Federal na última terça-feira que um contrato de R$ 35 milhões firmado em 2010 entre a empreiteira e uma empresa de Alexandre Accioly tinha como objetivo repassar recursos a Aécio.

Em outra frente, o deputado Osmar Serraglio (PP-PR), que ocupou brevemente o ministério da Justiça no início do governo de Michel Temer, acusou o tucano de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato.

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