Delegados estudam instaurar procedimento de favorecimento pessoal contra advogados de Samaritano

 

 

Os delegados Gabriel Henrique Alves Costa, diretor da 20ª Seccional de Polícia Civil em Parauapebas, e Dufrae Abade Paiva, responsável pelo inquérito do agente de trânsito do Detran Diógenes Samaritano, acusado de matar no último final de semana a própria esposa, Dayse Dyana, 35 anos, concederam entrevista coletiva nesta terça-feira (2).

Os delegados voltaram a afirmar que em momento algum os advogados de Samaritano, Helder Igor e Rodrigo Mata, esboçaram apresentar o cliente à polícia. “Em momento alguns os advogados nos procuraram informando que o Samaritano seria apresentado. Não foi apresentação espontânea, nós tivemos que montar campana para conseguir conduzi-lo”, disse o delegado Gabriel Henrique.

 

Advogados Rodrigo e Helder

 

 

As autoridades analisam se vão instaurar um procedimento de favorecimento pessoal contra os advogados. “O inquérito está sendo finalizado pelo delegado Dufrae, testemunhas próximas ao casal estão sendo ouvidas. Já constatamos que foi o advogado foi quem buscou o cliente Samaritano nas proximidades do escritório usando o próprio caso, uma Hilux de cor prata. Por essas razões poderemos instaurar um procedimento de favorecimento pessoal em cima dos advogados, os indiciando por favorecimento de pessoa, é um crime dentro do código penal, onde quem esconde um criminoso após o crime também comete crime”, disse Gabriel.

 

 

O delegado Dufrae Abade revelou a imprensa que dentro do carro de Samaritano haviam duas mochilas, uma do acusado e outra do filho cheia de roupas. “Acreditamos que ele estava pensando em fugir junto com o filho. Algumas atitudes dele nos levaram a crer que não era um suicídio e sim um feminicídio. Soubemos da situação pelo advogado e o esposo da vítima desaparecido, nos causou estranheza e serviu de base para o pedido da prisão preventiva, concedido pelo judiciário”.

Hoje, Samaritano, está na carceragem do bairro Rio Verde, na cela dos trabalhadores, conforme definido em audiência de custódia.

Como funcionário público estadual, agente do sistema de segurança pública do Estado pelo Detran, os delegado haviam pedido que ele ficasse preso em uma das celas do 23º Batalhão de Polícia Militar, mas o pedido foi negado pelo comando da PM.

A reportagem procurou os advogados para falarem sobre o caso, mas eles preferiram não gravar entrevista. Somente o advogado Helder, numa conversa em off, afirmou que o cliente é bastante julgado por atuar multando muitas pessoas em situação irregular no município.

 

 

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